Exemplo de WQ

Apresento aqui tradução de WebQuest de Tom March. A proposta examina uma situação histórica contemporânea nos EUA: o Caso Tuskegee. Tom elaborou um material que exige dos alunos estudo bastante profundo do evento histórico escolhido. Mas, a WebQuest Tuskegee não fica apenas numa análise de um fato histórico que merece ser bem conhecido. Tom propõe que o objetivo final dos estudos é o de comparar as decorrências éticas de Tuskegee com outras situações contemporâneas que devem merecer atenção dos cidadãos.

Este material de Tom March tem três partes que são ótimos exemplos de como elaborar os componentes de uma WebQuest. A Introdução coloca o leitor num contexto significativo da vida cidadã. Coloca de modo dramático um evento histórico muito recente. É quase certo que qualquer leitor ficará sensibilizado com a situação descrita. É quase certo que surgirá um forte interesse por saber mais.

Ao estudar este material, veja como o autor procura conquistar o interesse do leitor na Introdução. Como Tom faz isso? Se você estivesse redigindo uma introdução para assunto similar, o massacre do Carandiru, por exemplo, o que escreveria? Que relações procuraria estabelecer? Que aspectos você acha que iriam chamar a atenção do seu leitor para a importância do tema? Que coisas você diria para causar impacto no leitor? Você acha que a Introdução desta WebQuest clareou qual deve ser o papel deste componente do modelo criado por Bernie Dodge? Repare que a Introdução não tem preocupações didáticas. Ou seja, ela não é escrita para ensinar conteúdos. Ela é escrita para criar um clima que leve o leitor a se encantar com o tema  a ser estudado.Poucas vezes você vai encontrar este tipo de preocupação em materiais diáticos tradicionais. Para verificar isso, quando tiver oportunidade, veja uma introdução a qualquer assunto num livro didático.

Tuskegee Tragedy

Uma WebQuest que investiga os poderosos e suas vítimas

Introdução| Tarefa | Background | Individual | Grupo | Feedback | Conclusão | Dicionário

Introdução

Imagine que você é uma pessoa pobre vivendo em tempos economicamente difíceis. O seu governo lhe oferece tratamento médico gratuito. Parece bom. Mas a verdadeira razão pela qual o governo o procurou é porque você tem certa doença. Em vez de lhe proporcionar assistência médica, os doutores estão apenas acompanhando o que acontece quando a doença observada não é tratada. Suponha que ocorra um milagre e a ciência encontre uma cura para a tal doença. Mas, em vez de lhe dar o novo remédio, os médicos continuam o experimento que tem por objetivo observar o desenvolvimento “natural” da moléstia. Passam-se anos; alguns de seus companheiros, que também estavam sendo objeto de estudo, morrem, outros passam a doença para suas mulheres e filhos.Será que isso é uma sinopse para um novo filme? Será que alguém seria tragado por um roteiro tão inacreditável como esse? Será que esse é mais um caso de “arte que imita a vida”? Deixemos de suspense: aqui está a verdade, de acordo com uma reportagem da CNN:

“No começo da década de 1930, 399 homens foram inscritos pelo Serviço Público de Saúde dos EUA para um plano de assistência médica gratuita. O Serviço estava conduzindo um estudo sobre os efeitos da sífilis no corpo humano. Os homens nunca foram informados de que tinham sífilis. Os médicos lhes disseram que eles tinham “sangue ruim”. Esses sujeitos observados jamais foram tratados, mesmo depois da descoberta da pelicilina em 1947. Quando o estudo tornou-se público em 1972, 28 homens tinham morrido de sífilis, 100 outros tinham falecido por causa de complicações relacionadas com essa doença. Pelo menos 40 esposas tinham sido infectadas, e 19 crianças contrairam a moléstia ao nascerem.”
(Retirado do CNN Interactive’s Tuskegee Study Website)

É difícil imaginar algo tão cruel como essa história. É por isso que muitas pessoas passaram a usar o caso da Pesquisa Tuskegee em comparações com outros tópicos como aborto, controle de armas, e experimentos em campos de concentração. Há razões para esse tipo de comparação? Nesta WebQuest, você decidirá.

A Quest(ão) / Tarefa

Em vez de ver a Pesquisa Tuskegee e dizer ” Que coisa deprimente!”, se queremos de fato aprender a partir da experiência e evitar coisas parecidas no futuro, devemos ter clareza sobre o que fez do caso Tuskegee algo tão trágico. Para desenvolver esse entendimento, você e seu grupo de investigadores irão examinar diversos aspectos do caso Tuskegee e, em seguida, dirigir o foco de análise para tópicos que foram comparados com ele. Sua tarefa será a de entender com profundidade as questões relacionadas com a Pesquisa, analisar artigos que comparam Tuskegee com outras tragédias e, finalmente, escrever críticas aos autores dos artigos estudados. Para ser bem específico, nesta WebQuest você deverá responder a questão:
A Pesquisa Tuskegee é um caso isolado
ou o mesmo tipo de tragédia está acontecendo aqui e agora?

Para obter ajuda na resposta a essa questão, você deverá fazer três coisas principais:

  1. Ler artigos online sobre a Pesquisa Tuskegee e alguns outros tópicos controversos.
  2. Analisar semelhanças e diferenças entre outros tópicos e o caso Tuskegee.
  3. Escrever um comentário inteligente sobre os textos estudados e mandar sua obra, via e-mail, para os autores.

O Processo e Recursos

Nesta WebQuest você vai estudar junto com um grupo de alunos. Como membro do grupo, você vai explorar páginas Web de pessoas de diversas partes do mundo que compartilharam seu conhecimento no ciberespaço. Uma vez que o material é composto por páginas autênticas da Web, não por textos didáticos feitos para escolas, a leitura talvez seja um grande desafio. Sinta-se a vontade para consultar o Merriam-Webster WWWebster Dictionary ou qualquer outro dicionário disponível em sua escola ou na Web.Você vai começar, como todos no grupo, estudando o pano de fundo (background) antes de assumir um dos personagens propostos que farão com que todos se tornem especialistas em determinados campos do assunto investigado. No final, cada grupo irá trabalhar em conjunto para dar conta da Quest(ão)/Tarefa.

Background: Algo para todo mundo

Use os sites da Internet, cujos links são indicados a seguir, para responder questões básicas sobre quem? onde? quando? por que? e como? Para que suas respostas sejam tão profundas e esclarecedoras quanto possível, seja criativo ao explorar as informações.

Um Olhar Mais Profundo desde Diferentes Perspectivas

  1. Indivíduos ou duplas de seu grupo mais amplo de WebQuest irão explorar os papéis abaixo.
  2. Leia os textos relacionados (linkados) a seu papel. Se você imprimir os textos, sublinhe as passagens que achar mais importantes. Se você estudar os textos na tela, copie seções que julgar mais importantes, utilizando recursos de copiar/colar para registrar suas notas no Word ou noutro processador de textos.
  3. Lembre-se de anotar ou copiar/colar a URL do arquivo do qual você retirou a passagem, de tal modo que você possa acessá-la rapidamente quando tiver que fundamentar seu argumento.
  4. Prepare-se para mostrar, em análises claras e detalhadas e a partir daquilo que você aprendeu, como as diferentes tragédias guardam semelhanças com a Pesquisa Tuskegee

Papel 1: Reporter

Sua tarefa principal será a de focalizar a Pesquisa Tuskegee desde o ponto de vista de um repórter de jornal. Lembre-se de que seu grupo o vê como um especialista em fatos e detalhes relativos a Tuskegee. Use as informações da Internet abaixo apontadas para responder as seguintes questões:

  1. Qual era o propósito da pesquisa?
  2. Que razões foram apresentadas aos pacientes para os testes e tratamento recebido?
  3. Qual era a atitude dos pacientes diante dos médicos?
  4. Que importante descoberta ocorreu e não foi comunicada aos pacientes pelos médicos?
  5. Se você estivesse escrevendo uma reportagem de capa sobre a Pesquisa Tuskegee, o que focalizaria, qual seria o seu ângulo de abordagem?

Papel 2: Cientista

Sua tarefa principal será a de ver a Pesquisa Tuskegee desde o ponto de vista de um pesquisador ou cientista. Seu trabalho é o de assegurar que o grupo a que você pertence entenda detalhes da doença e como se procede na condução de insvestigações científicas. Use as informações cujos links estão relacionados abaixo para responder as seguintes questões:

  1. Como é que a sífilis é transmitida? (Forneça uma resposta com exatidão científica)
  2. Como é que a sífilis afeta o corpo humano?
  3. Que benefícios a humanidade poderia ganhar com o conhecimento sobre sífilis não tratada?
  4. O que você diria que é mais importante em termos gerais: o pequeno número de pessoas afetadas num estudo ou o conhecimento que poderia se obter como resultado da investigação?

Papel 3: Historiador / Sociólogo

Sua tarefa principal será a de encarar a Pesquisa Tuskegee desde o ponto de vista de um historiador ou sociólogo. Sua equipe conta com você para para pensar sobre as grandes lições aprendidas, para considerar os efeitos de longo prazo, e para ponderar as questões éticas mais profundas. Use as informações da Internet cujos links estão listados abaixo para responder as seguintes questões relacionadas com o legado da experiência e com o que não ficou bem explicado, mesmo depois do fim da Pesquisa e das desculpas que foram apresentadas.

  1. Quem eram as pessoas que conduziram a Pesquisa Tuskegee? Qual era a sua posição na sociedade e o que as motivou?
  2. Quem eram as pessoa sque foram sujeitos da Pesquisa? Qual era a sua posição na sociedade e o que as motivou?
  3. Quais os principais aspectos que tornaram a Pesquisa tão condenável?
  4. Se formos aprender com a história, de modo a não repetir os mesmos erros, quais são os aspectos principais da experiência Tuskegee que precisamos observar com atenção em futuras situações de experimentação científica?

Chegando a um Entendimento Grupal

Você aprendeu muito sobre a Pesquisa Tuskegee. Agora é hora de colocar esse conhecimento à prova. Sim, parece que todo mundo concorda que a Pesquisa Tuskegee foi um vergonha para a história americana e uma tragédia para todos os envolvidos.Será que isso significa que todas as coisas erradas são “tão erradas” como a Pesquisa Tuskegee? Essa pergunta é feita aqui porque tornou-se muito comum comparar outros assuntos controversos com a Pesquisa para convencer as pessoas de que as outras situações são tão erradas como o caso Tuskegee.Talvez sejam. Talvez não. Siga as sugestões da próxima seção para evitar um modo de pensar equivocado.

Leitura de Artigos Online

Os artigos abaixo relacionados fazem comparações diretas com a Pesquisa Tuskegee e outros tópicos importantes. Para estudar esse material, a melhor idéia é a de distribuir os tópicos pelos membros do grupo. Se houver muitos companheiros na equipe (ou pouco computadores), os partipantes poderão trabalhar em pares ou pequenos grupos. Seu primeiro passo será o de ler atentamente os artigos para estabelecer as idéias principais.

Flooding Cocaine into Black Neighborhoods

U.S. Hypocritical When it Comes to Drugs

The Winds: World Internet News Distributary Source
Experimentos de Campos de oncentração

Steps Still Being Taken To Undo Damage of “America’s Nuremberg”

Howard Wolinsky ( mande uma carta para os editores de The Annals of Internal Medicine)

observação: Você pode ver imagens de High-Altitude medical experiments in Dachau ou ler descrições de Medical Experiments of the Holocaust and Nazi Medicine para ter uma idéia mais informad sobre o que está sendo discutido.

Controle de Armas

Mimsy Were the Borogoves: The Self Defense Tuskegee

Jerry Stratton, San Diego, California, May 21, 1997
Aborto

Jesse Jackson: ‘legalized abortion akin to modern-day slavery’

Opiniões pró-vida de Judie Brown, Presidente da The American Life League
AIDS

Conspiracy or Unnatural Disaster?

David Gilbert (care of Covert Action Quarterly)

Análise dos Assuntos

Agora que você conhece as idéias básicas por trás de pelo menos um dos artigos acima, está na hora de comparar e contrastar a Pesquisa Tuskegee com outros tópicos. Para ajudá-lo a analisar ou criticar os artigos acima, responda cada uma das questões sobre a Pesquisa Tuskegee e o novo tópico que está sendo objeto de comparação (você pode copiar ou reproduzir o quadro comparativo numa folha de papel). Finalmente, para verificar se as duas tragédias são de fato similares, ponha um X na última coluna quando as situações forem análogas. Assim se todos os aspectos de ambas as tragédias forem similares, uma pilha de X’s ira marcar a última coluna.,

Questões Chave Pesquisa Tuskegee Outros
Temas
X?
As pessoas atingidas pelas medidas sabiam o que estava acontecendo com elas? Os pacientes não foram informados.  
Qual era a relação entre os detentores do poder e as vítimas? Os pacientes eram cidadãos do governo que fazia a pesquisa.  
Raça ou condição de minoria teve alguma influência em quem escolheu as vítimas? Os pacientes foram escolhidos porque eram negros.  
Havia algum benefício para terceiros que, de alguma forma, pudesse contrabalançar as perdas das vítimas? O Centro Americano para Controle das Doenças disse que a razão para a Pesquisa foi a de “justificar programa de tratamentos para negros” (veja link?).  
Houve uma conspiração ou as coisas erradas apenas aconteceram sem que as pessoas as planejassem? O Serviço Americano de Saúde atuou com o Tuskegee Institute, comitês locais de recrutamento, entre outrosl (veja um link?).  


Redação do E-mail

Use as informações, fotos, fatos, opiniões, etc. das Webpages que você explorou para convencer seus companheiros de grupo como os novos tópicos são iguais ou diferentes da Pesquisa Tuskegee. Seu griupo precisa escrever uma análise para cada tópico, refletindo o pensamento unânime da equipe. Chegou o momento de colocar sua aprendizagem numa carta a ser enviada com um feedback autêntico para o autor do artigo analisado. Eis aqui como fazer isso:

  1. Comece a carta dizendo quem é você e porque está escrevendo.
  2. Forneça informações contextuais que mostrem que você entende os assuntos relacionados com a Pesquisa Tuskegee.
  3. Apresente uma análise circunstaciada ou crítica (você pode usar o quadro acima), concordando ou discordando com os agurmentos oferecidos pelos autores que escrevem sobre outros assuntos controversos. Seja específico tanto nas informações (revelando, por exemplo, de onde você as retirou na Web) quanto na argumentação (porque as informações provam sua posição).
  4. Faça com que cada pessoa do grupo revise cada mensagem. Use o formato correto de carta e assegure-se de que o endereço de e-mail esteja certo (observação: os e-mails estão nos artigos cujos links foram relacionados acima). Use os links das Webpages para fazer contatos.Seja polido e razoável. Se se exaltar, você apenas conseguirá inimigos e e fará com que o ensino online passe a ser mal visto. You will only create enemies and give online learning a bad name if you flame. E por favor, já que você é um entre muitos aliunos que podem estar enviando mensagens para um determinado autor, mande apenas uma mensagem pelo grupo ou classe. Sejamos bons cibercidadãos, obedecendo a netiqueta [ norma de bom comportamento em usos da Internet]e não entupindo as caixas postais de e-mail de ninguém.
  5. Não se esqueça de endereçar uma cópia (cc) para seu professor. E, aí sim, mande a mensagem.

Conclusão

Atualmente está claro que a Pesquisa Tuskegee foi um evento horrível para a história dos Estados Unidos e para os profissionais de saúde. Está claro, também, que outras coisas erradas estão acontecendo em nosso planeta. A existência de coisas erradas não significa que todas as coisas erradas sejam iguais. Esta WebQuest procurou ajudá-lo ver com mais atenção eventos históricos, enfocando-os na sua complexidade, e não como questões simples de bem ou mal, preto ou branco, mocinho ou bandido. Nos próximos anos, quando você for votar, o país poderá ser melhor se você examinar os assuntos com mais atenção e criticá-los cuidadosamente. Se todos nós fizermos isso, talvez possamos evitar o mal e promover o que é bom. Lembre-se, o aprender nunca cessa.

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Education First - Pacific Bell -                  SDSU Created January, 1996. Last revised October 31, 2001 By Tom March, tom@ozline.com Applications Design Team/Wired Learning

Tradução reservada e provisória de Jarbas Novelino Barato, exclusivamente para uso em workshop conduzido pelo tradutor, qualquer outro uso contraria direitos autorais.São Paulo, 28 de novembro de 2001.

2 Respostas to “Exemplo de WQ”

  1. Kleber Campos e Marcio Quedinho Says:

    Exercício de elaboração de Introdução de WQ.

    Já parou para pensar se a pessoa que você julga ser é de fato quem você é? Foram trinta anos vivendo bons e maus momentos alternando-se ao longo do percurso, mas de repente você se depara com uma triste constatação: outra pessoa reclama o posto ocupado por você… Como se sentiria sabendo que mais da metade da sua vida você viveu na verdade a vida de outra pessoa? Você acha improvável? Difícil de acreditar?
    Talvez na vida real, mas aconteceu no mundo dos quadrinhos quando o Homem Aranha descobriu ser um clone do verdadeiro aracnídeo. Tudo começa no ano de 1975 quando o inimigo do Homem Aranha, chamado Chacal criou um clone de Peter Parker, vulgo Homem Aranha, e de sua namorada Gwen Stacy. Depois de um embate em um galpão abandonado o então considerado clone realiza um auto-sacrifício para salvar a vida de sua “matriz”. O sobrevivente então, para preservar a sua identidade secreta, lança o cadáver do falecido na chaminé da fabrica para incinerá-lo. Em 1994, eis que surge o personagem Ben Reiley, a réplica morta, assim considerada, retornando de um longo exílio. Em um confronto com o vilão Carnificina o Homem Aranha, gravemente ferido necessita de uma transfusão de sangue. Bem Reiley se prontifica a ser doador e procura o seu amigo e cientista Dr. Curtis Connors para efetivar a transfusão. Intrigado, o Dr. Connors realizou uma análise com amostras de sangue de ambos e concluiu que na verdade Bem é de fato o Peter Parker “original” e que o então considerado Peter é o clone.
    O relato acima envolve questões morais e éticas de grandes proporções e reúne condições para inspirar profundos debates sobre a clonagem, a manipulação genética e suas possíveis implicações. Correto? Ou não?

  2. Exemplo de processo em WebQuest « Boteco Escola Says:

    […] clique aqui. […]

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